Before, if a guy went playing Casanova making out with lots of girls at the same time he would be considered at least a bastard. Today, he would be a real version of The Bachelor, showing in Finland - where feminism made history - as Suomen Unelmien Poikamies. The chauvinist pigs might be laughing their asses off in the mud of their pigsties.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Media Chauvinism - Chauvinismo Midiático
Before, if a guy went playing Casanova making out with lots of girls at the same time he would be considered at least a bastard. Today, he would be a real version of The Bachelor, showing in Finland - where feminism made history - as Suomen Unelmien Poikamies. The chauvinist pigs might be laughing their asses off in the mud of their pigsties.
Sauna e Peladice | the Sauna and the Nakedness
What makes a people that has no problems to be half-naked anywhere. That breathes sensuality and sexuality through musical, televisual and carnavalesco pores all the time. That loves and cults the body. What makes this people to find weird the nakedness in sauna - where Finns take their clothes off naturally? Maybe Camila is right. Maybe Brazil is still a catholic country, no matter how much is claimed otherwise. More catholic than we think. Understand it as you please.

É uma questão racial?/Is it a racial matter?
This question came to my mind while reading the paper today.
No Helsingin Sanomat em inglês de hoje, uma matéria chama de "vôo branco" (como acontece nos EUA e outros países) um fenômeno que o governo local está tentando evitar: a decisão de cada vez mais famílias de Helsinki de evitar escolas com alto nível de imigrantes. O termo causa confusão. A tendência é você pensar em um problema essencialmente racial, certo? A tendência é você considerar, mesmo que lá no fundo, estas famílias de racistas, certo? Pois é. Rótulos reduzem. Simplificam o que não deve ser simplificado.
In today's International edition of Helsingin Sanomat, a report calls "White Flight" (as in the US and other countries) a phenomenon that the local government is trying to avoid: the decision of each time more families in Helsinki of avoiding schools with a high rate of immigrants. The term is rather misleading. It may be that you think it is an essential racial issue, right? It may be that you consider, even if deep within yourself, that these families are racist, right? Well. Lables reduce. Simplify what must not be simplified.
Pode ser preconceito de alguns. Pode ser. Pode ser queda de rendimento dos filhos de outros. Também pode ser. Pode ser que o ensino da escola seja prejudicado pela atenção extra que precisa ser dada aos que não falam finlandês adequadamente. Pode ser. Pode ser que a escola não consiga lidar com as diferenças culturais. Pode ser.
It may be prejudice of some. Maybe. It may be the low performance of the children of others. Maybe. It may be that the schooling has been damaged by the extra attention that needs to be given to those who do not speak fluent properly. Maybe. It may be that the school can't handle the cultural differences. Maybe.
Pode ser tanta coisa além de questões etno-raciais (na natureza socio-teórica do termo "Vôo Branco").
It may be so much other than ethno-racial issues (in the socio-theoretical nature of the term "White flight").
Pode ser uma questão de balancear os grupos culturais por escolas em todas as regiões e não só em áreas específicas. Como quando criaram vizinhanças e prédios pra finlandeses de famílias problemáticas (desempregados, etc.). Como foi feito quando estrangeiros começaram a vir e serem deslocados para áreas específicas da capital.
It may be the matter of balancing cultural and ethnic groups within schools in all regions and not only in specific areas. Like it was done when neighborhoods and buildings were created for many Finns with problematic family backgrounds (unemployed, etc.). Like it was done when many foreigners started to come and being placed on specific regions in the capital.
A mistura pode ser boa. Em tempos globais, crianças precisam crescer acostumadas às diferenças. Mas pode ser ruim. Ruim se não pensada com cuidado e conduzida com cautela e informação. Ruim se as reações forem tratadas simplesmente como questões de preconceito e segregação racial, como fez o jornal (e não tem feito o governo).
The mixture may be good. In global times, children need to grow used to differences. It may also be bad, though. Bad if not dealt with care and conducted with caution and information. Bad if the reactions remain being labled simply as matters of prejudice and racial segregation as the newspaper did (and the government hasn't been doing).
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O Bom do Outono - Parte 2
domingo, 25 de outubro de 2009
O bom do Outono
E quando está claro, está cinza... Né, Teea?
Não gosto, mas as vezes gosto, é bom pra pensar.
Mas só de pensar que serão meses assim, sei lá...
...talvez o melhor seja isso:
Não pensar.
De repente é melhor deixar o que vem depois do outono pra lá, né Lua?
E aproveitar a paz, o silêncio, o ar fresco.
O chocolate quente. O livro.
O aconchego do sofá.
O vinho. O filme. O glögi. (Valeu por lembrar, Teea!)
A sala. Os amigos.
No fim das contas,
outono nunca é tão ruim quanto a gente acha que vai ser ao final do verão.
sábado, 24 de outubro de 2009
Frutos Proibidos/Forbidden Fruits (Revisado/Reviewed)
"Muistatko ensimmäinen kerran, kun teit jotain kiellettyä?"
"Lembra da primeira vez que você fez algo proibido?"
"Do you remember the first time you did something forbidden?"
Se tem uma coisa do cinema finlandês que eu adoro é a introspecção que alguns filmes exploram. Seja qual for o enredo, você se pega pensando em sua própria vida, o que você mesmo fez ou faria em situações parecidas. Ou em sentimentos parecidos em situações diferentes. Tipo, ontem assistimos à "Kielletty Hedelmä" (Fruto Proibido), produzido este ano e dirigido por Dome Karukoski.
If there is something about the Finnish cinema that I love very much is the introspection that they generally lead to. Whatever the plot is, you get yourself thinking about your own life, what you would do in similar situations. Or about your own similar feelings in different circumstances. Yesterday we watched "Kielletty Hedelmä" (Forbidden Fruit), produced this year and directed by Dome Karukoski.
O filme fala de duas adolescentes que pertencem ao laestadianismo. Este é um movimento conservador cristão que entre outras coisas não permite métodos contraceptivos e outras liberdades sexuais antes do casamento. Uma das meninas - Maria - está curiosa em conhecer o mundo - quer sentir coisas - e decide passar um verão fora. Raakel é enviada para cuidar da amiga, como um anjo. E nesse tempo fora elas passam por algumas situações diferentes, boas ou ruins. No fim, a religião fica nos seus corações mas a experiência as transforma surpreendentemente.
The movie tells of two young girls who belong to the Laestadianism. This is a conservative christian movement that among other things does not allow anti-conceptive methods and other sexual liberties before marriage. One of the girls - Maria - is curious to know the external world - she wants to feel things - and decides to spend a summer out. Raakel is sent to take care of the friend, like an angel. In this period, they go through a number of different situations, good or bad ones. In the end, the religion remains in their hearts but the experience surprisingly changes them.
O filme lida com uma crença religiosa e isso é um assunto polêmico. Só que apesar deste fundo controverso, a história das meninas me fez viajar na pergunta feita acima, tirada do poster do filme.
The fact that it deals with a religious creed as such feeds the polemic. However, even with the controversial background, the story of the girls made me travel within the question made above, copied from the poster of the movie.
O diretor abusou dos closes. Os olhos, as mãos... O pavor pela moral, o desejo pela cidra, - de maçã, informou o garçom - o medo do beijo. O sorriso de prazer, as rugas de raiva. E a música suave te leva. Nos olhos das meninas você vê seu reflexo. Lembra?, te insistem.
The director made really good use of close-ups. The eyes, the hands... the fear for the morals, the desire for the cider - made of apple, as the waiter informed - And the soft music takes you. In the light eyes you see yourself. Remember?, they insist.
A gente tem que lembrar das primeiras como se fossem as últimas?, eu pergunto. Por que não continuar fazendo "coisas proibidas"? Aqui minha cabeça sai do enredo do filme. Já não penso só na maçã. Lembro das pressões ao sair de Magé pra uma cidade maior, de algumas reações quando decidi sair do país, dos olhos surpresos na empresa aqui quando saí "só pra estudar"...
Do we have to remember the first ones as if they were the last ones?, I ask. Why not keep doing "forbidden things"? Here my head leaves the plot. I am not thinking only about the "apple". I remember the pressures when I left my hometown for a bigger city, of some reactions when I decided to leave the country, of the surprised eyes when I decided to leave the work "only for studying"...
Será que só quando se é novo (e inconsequente) que se tem direito de provar frutos proibidos? Será que depois que a gente cresce a gente tem que parar de descobrir? Será que temos que nos penitenciar e sofrer toda vez que desejamos sair do comum, da rotina? Será que temos que estar presos à tradições, às "coisas como elas são porque são assim e pronto"?
Is it so that only when you are young (and careless) that you have the right to try forbidden fruits? Is it so that after we grow up we need to stop discovering? Is it so that we have to punish ourselves everytime we wish to leave the ordinary, the routines? Is it so that we have to be stuck to traditions, to "the things as they are because they are like that and that is it?"
Por que não deixarmos nos levar - com respeito aos outros, a si próprio e sabedoria - por coisas que nos deixem felizes de fato? É isso que vemos no fim do filme. É possível ser feliz dentro do normal? Sim. É possível que o diferente nos satisfaça mais? Sim. O ruim é passar a vida toda desejando algo e se prender a ponto de estar seguro e de acordo com as "leis", mesmo que sofrendo por dentro sem saber o gosto dos "pecados".
Why not letting ourselves go - with respect to the others and to oneself, and wisdom - for things that make us genuinely happy? That is what we see in the movie. Is it possible to be happy within the normal life? Yes. Is it possible that the different satisfies us better? Yes. The bad thing is to spend the life desiring something but hold oneself to the point of being safe and according to the "laws", even if suffering inside for not knowing the taste of the "sins".

terça-feira, 20 de outubro de 2009
I love HLK! (Eu amo Helsinki)
A primeira imagem que se vê ao sair do trem, na estação. A torre do relógio, envolvida para reformas, entre as barras de ferro e o vidro que formam o teto das passarelas de embarque e desembarque.
A caminho da universidade, na rua que eu esqueci o nome.A porta do prédio tem essas caras no concreto. Não sei porque, mas gosto delas.
Postei um monte hoje, se divirtam e sejam bem-vindos a comentar.
Volto a postar na sexta-feira (23).
Suomalainen Draama
Suomenkielen harjoitus/Praticando Finlandês (Kiitos apuasta, Wife!). This is a text produced by me, a basic student of the Finnish language. The story is based on a situation I saw from the window of a library while studying Finnish.
Matti Meikäläinen on suomalainen. Hän on 45 vuotta vanha. Matti oli naimisissa Maija Meikälaisen kanssa, mutta Maija kuoli viime vuonna. Matti asuu Helsingissä. Hän on työtön ja saa apurahaa Kelasta joka kuukausi. Kun Matti oli nuorempi, hän oli komea ja vahva. Hän oli myös onnellinen.
Matti Meikäläinen é finlandês. Ele tem 45 anos. Matti era casado com Maija Meikäläinen, mas Maija morreu ano passado. Matti mora em Helsinki. Ele está desempregado e recebe um auxílio do Kela todo mês. Quando Matti era mais novo, ele era bonito e forte. Ele também era feliz.
Mutta nyt hän on todella erilainen.
Mas agora ele está muito diferente.
Joka päivä aamulla, Matti menee kauppaan. Siellä hän odottaa yhdeksään asti. Sitten, hän menee sisään ja ostaa olutta. Joskus pari pulloa, mutta kun hänellä on rahaa Matti ostaa kuusi pulloa. Hän vie juomat puistoon, istuu penkillä, ja juo oluet loppuun. Myöhemmin, hänen juomakaverit tulevat ja tuovat kossua, ja vodkaa, ja kaikki juovat.
Todos os dias pela manhã, Matti vai ao mercado. Lá ele espera até as nove. Então, ele entra e compra cerveja. As vezes duas garrafas, mas quando ele tem dinheiro ele compra umas seis. Ele leva a bebida pro parque, senta no banco e bebe até acabar. Mais tarde, seus amigos do copo chegam e trazem Koskenkorva, vodka e todos bebem.
Matti ei ole enää komea. Hän ei ole enää vahva. Hän on liikainen ja ruma. Hän on todella surullinen joka aamu kun hän herää, joten hän menee kauppaan ja ostaa pari pulloa olutta...
Matti não é mais bonito. Não é mais forte. Ele é sujo e feio. Ele está triste toda manhã quando acorda, por isso ele vai pra loja e compra duas garrafas de cerveja...
Matti caído na rua/Matti kadulla
Trabalho e mão de obra: "Helsinki está fudida"
A frase forte aparece na matéria do jornal Six Degrees sobre o fato de que Helsinki (e consequentemente a Finlândia) não consegue atrair imigrantes bem-qualificados ou manter suas mentes pensantes trabalhando por aqui. Segundo o jornal Six Degrees, há oito motivos principais pro pessoal não querer ficar aqui ou vir pra cá:
1) a dificuldade de se conseguir emprego
2) dificuldade em criar redes sociais
3) o idioma complicado
4) o clima
5) o alto custo da moradia (famoso problema de Helsinki)
6) atitudes retrógadas (como traços de xenofobia e racismo)
7) falta de cultura cosmopolita (Helsinki tem mais de cidade pequena do que deveria)
8) publicidade deficiente sobre as possibilidades profissionais (pra quem olha de fora)
Estes tópicos são bem comuns em qualquer conversa sobre imigração por aqui. Apesar de tudo, como diz a matéria, tem gente que gosta de viver aqui apesar das dificuldades. Os motivos são quase sempre segurança, funcionalidade urbana e tranquilidade. Então essa reportagem fica mais ou menos como uma lista do que você vai ter que enfrentar caso deseje vir pra cá. Pra mim, o pior é a dificuldade de conseguir e manter trabalho*. O resto dá pra levar. E pra você?
Qual é (seria) o pior problema a se enfrentar na sociedade finlandesa? Seja bem-vindo (a) a deixar sua opinião nos comentários aí abaixo.
* Notícia da manhã desta terça-feira, 20 de Outubro: Desemprego aumentou em 7.3% em Setembro. Em relação ao mesmo período do ano passado, 34 mil pessoas ficaram sem emprego. A coisa continua feia, rapeize.
Ler matéria do Six Degrees: 7 + 1 Capital Flaws (7 + 1 Falhas Capitais)
Matti Koskinen
Mais aqui no blog: Trabalho para Imigrantes na Finlândia
(Publicado 13 de Setembro de 2009)
domingo, 11 de outubro de 2009
Padarias do Brasil e da ... Finlândia? Hm...
Me vê seis franceizinhos, trezentos gramas de queijo prato e um saco de leite, por favor.
Moreninho.
Quentinho.
Hmmmm...
Fiquei pensando nisso hoje quando fui ao mercado e comprei uma bisnaga. Ali, entre a seção de queijos e a prateleira de produtos de farmácia. Depois dos enlatados.
Aqui na Finlândia não existem padarias como a gente tem no Brasil. Não pensem que finlandeses não comem pão. Pelo contrário, se adora pão nessa terra, principalmente o de centeio (ou ruisleipä, uma das paixões nacionais). Mas sejam estes pães escuros, ou os de fôrma, ou baguetes, todos estes são comprados na maioria das vezes no supermercado, mercados menores ou quiosques. Se quiser dar um gostinho clássico à coisa, você pode comprar seu pão em um dos Kauppahalli, como no de Helsinki (foto abaixo). Mas não é a mesma coisa...(sim, estou com o meu modo chorão ligado...rs)
"E o padeiro? Como sobrevivem os padeiros?", seu bom coração perguntaria.
A maioria provavelmente trabalhando nos fornos da Fazer, Pullapojat, Vaasan, Oululainen, entre outras empresas nacionais ou locais que distribuem os pães pra serem vendidos no mercado. Algumas destas têm padarias perto de suas fábricas (como a Oululainen em Lahti), onde você pode comprar seu pão favorito fresquinho. Mas é diferente das padarias do Brasil, onde você senta no balcão, pede uma média (café com leite) e um pão com queijo e bate papo enquanto espera, ou a caminho do trabalho.
Quanto mais tempo você fica longe de casa, mais falta das coisas pequenas do dia-a-dia a gente sente, né? Quem diria que um dia eu sentiria falta do Manuel da padaria. :) Eu disse que estava com meu modo chorão ligado...











